sábado, 30 de junho de 2012

Divulgação: Manifesto de Repúdio ao PDC que visa sustar a resolução CFP 001/1999


O CFP vem publicamente manifestar seu repúdio à forma antidemocrática com que vem sendo construído o “debate” sobre o Projeto de Decreto Legislativo 234/2011, que visa sustar a aplicação de trechos da Resolução CFP 01/1999, que estabelece normas de atuação para as(o) psicólogas(o) em relação à orientação sexual.
O projeto, de autoria do deputado João Campos –(PSDB/GO), é pauta de Audiência Pública marcada para o dia 28 de junho, por requerimento dos Deputados Roberto de Lucena (PV-SP) e Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Quatro, dos(a) cinco(a) profissionais convidados(a) para a mesa indicam posicionamento favorável à suspensão dos artigos da Resolução e não representam instituições ou lugares de produção de conhecimento que possam garantir a necessária pluralidade ao debate.
Além disso, outros atores importantes não foram sequer convidados ao debate, como o Ministério Público e o CNCD/LGBT (Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).Conselho esse que tem a missão de propor e debater a política de direitos humanos na sua interface com a questão da diversidade sexual. Em especial, não foram convidados também segmentos do Movimento Social ou representações da sociedade civil organizada, que expressam a defesa dos direitos das pessoas LGBT.
Vale salientar que a militância LGBT congrega inúmeras entidades que vêm garantindo o avanço da promoção dos direitos humanos nas políticas públicas. A exemplo disso, citamos a recente decisão judicial da Corte Suprema do país, o STF, de reconhecer a união estável homoafetiva, como emblema da sensibilidade da sociedade brasileira e do poder judiciário.
Nesse sentido, é lamentável que audiências públicas, dispositivos de grande potência democrática, presentes na formação de opiniões, sejam desperdiçadas ao invés de ouvir diferentes atores, como preconiza o próprio Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
Cabe destacar que a Resolução do CFP 001/99 é um marco internacional na defesa dos direitos humanos. Ainda no ano de 1970, a American Psychological Association retirou do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) a homossexualidade do rol de transtornos psicológicos. Seguindo este posicionamento, dentre as organizações internacionais, em 1993, a Organização Mundial de Saúde excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas relacionados com a Saúde (CID 10). No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Medicina reafirma essa decisão. Inclusive, o psiquiatra Robert Spitzer, considerado o pai da Psiquiatria Moderna e conhecido pelo apoio ao uso da chamada terapia reparativa para “cura” da homossexualidade, após 11 anos, veio a público pedir desculpas às pessoas LGBT.
A norma foi construída no âmbito da regulamentação da Psicologia e rapidamente tornou-se referência dos poderes legislativo, judiciário e executivo, sendo citada como dispositivo orientador exemplar de garantia de direitos, servindo de referência para outras profissões, para instituições de ensino superior e de pesquisa.
É preocupante que um Projeto de Decreto Legislativo esteja sendo utilizado para atender interesses personalísticos ao invés de estar a serviço do bem comum. Ademais, é preciso lembrar que eventual ato de sustação pode ser objeto de questionamento judiciário, inclusive com o argumento de sua inconstitucionalidade, já que o PDC flagrantemente exorbita a função do Congresso.
O CFP reafirma a importância da construção democrática e se coloca à disposição para os debates críticos, reflexivos, construtivos e respeitosos, que refletem a real intenção de incluir todas as vozes, como sempre fez, e se nega a colaborar com falsos debates de cunho unilateral como o dessa audiência.


pela participação democrática nas audiências públicas! que assegurem todas as vozes!
pelo debate respeitoso que garanta os direitos humanos da sociedade brasileira!


CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA


Fonte: CFP - Conselho Federal de Psicologia



quinta-feira, 3 de maio de 2012

DIVULGAÇÃO: Escuta Diversa, acolhimento psicossocial com LGBT's, familiares e afins.




Carolina Fernandes:

Com início este sábado, 05/05, o projeto funcionará como grupo de acolhimento psicossocial, em que a comunidade LGBT, seus familiares e outros atores sociais poderão levar suas dificuldades ou pedidos de ajuda, e para os quais será oferecida uma escuta diferenciada que permita discriminar entre demandas terapêuticas, de assistência social e jurídicas. O objetivo é reconhecer e articular uma rede de apoio qualificada à população LGBT no DF, evitando assim que seus percursos individuais de busca por ajuda repitam a violência homofóbica! 

O grupo ocorrerá semanalmente, aos sábados, na sede da ONG Elos, Ed. Eldorado/Conic, sala 412, das 14:00 às 15:30. O início das atividades ocorrerá no dia 05 de maio, e na noite de sexta-feira, 04 de maio, a equipe coordenadora do projeto realiza mesa-redonda no UniCEUB. A mesa-redonda ocorrerá entre as 19:00 e as 22:00, no Auditório do Bloco 1 do UniCEUB (707/907 norte).

terça-feira, 24 de abril de 2012

Livro: "A Máfia Médica", entrevista com Ghislaine Lanctot por Laura Jimena Muñoz


"A Máfia Médica" é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denúncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complô formado pelo Sistema Sanitário (Ministério da Saúde) e pela Industria Farmacêutica.

O livro expõe, por um lado, a errônea concepção da saúde e da enfermidade que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada por esta máfia médica que monopolizou a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios.

Para além de falar sobre a verdadeira natureza das enfermidades, explica como as grandes empresas farmacêuticas controlam não só a investigação, mas também a docência médica, e como se criou um Sistema Sanitário baseado na enfermidade em vez da saúde, que cronifica enfermidades e mantém os cidadãos ignorantes e dependentes dele.

O livro é pura artilharia pesada contra todos os medos e mentiras que destroem a nossa saúde e a nossa capacidade de auto-regulação natural, tornando-nos manipuláveis e completamente dependentes do sistema. A seguir, uma bela entrevista à autora, realizada por Laura Jimeno Muñoz para Discovery Salud:“A Máfia Médica” é o título do livro que custou à doutora Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. Trata-se provavelmente da denúncia, publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelo Sistema Sanitário e pela Industria Farmacêutica.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Senhoras e senhores: Nietzche, Sartre e Heidegger








DIVULGAÇÃO: A 1ª CONSOCIAL SELECIONA FACILITADORES E RELATORES PARA A ETAPA NACIONAL


A 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial) está selecionando Facilitadores e Relatores para trabalhar durante a Etapa Nacional da 1ª Consocial, que acontecerá entre os dias 18 e 20 de maio de 2012, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília –DF.

A 1ª Consocial, convocada pela Controladoria Geral da União, em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República, terá a participação de cerca de 1.500 pessoas vindas de todo o país e tem o objetivo de priorizar 80 diretrizes/propostas que servirão de subsídio para a elaboração de um Plano Nacional sobre Transparência e Controle Social.

terça-feira, 10 de abril de 2012

DIVULAGAÇÃO: PESQUISA “ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO TERCEIRO SETOR”


INFORMATIVO ELETRÔNICO DO CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA


PESQUISA “ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NO TERCEIRO SETOR”

O Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal, juntamente com a Universidade de Brasília, reitera o convite à categoria para participação na pesquisa sobre o trabalho dos
psicólogos que atuam ou já atuaram em instituições de Terceiro Setor, como ONG, OSCIP, associações ou fundações sem fins lucrativos, cooperativas, clubes, organizações de utilidade pública, etc. O estudo está sendo desenvolvido pelo Laboratório de Psicologia Escolar do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Claisy Maria Marinho Araujo, com o objetivo de contribuir com a construção do perfil profissional do psicólogo escolar que atua nesses contextos.

Pedimos a todos que encaminhem este e-mail aos colegas profissionais pertencentes à sua rede social, na intenção de alcançarmos um número representativo dos psicólogos do CRP 01. A mobilização da categoria é importante para mapearmos a inserção da área nos cenários emergentes de atuação do psicólogo.